segunda-feira, 13 de abril de 2009

Obrigado ao povo brasileiro solidário e compreensivo

Agradecemos de coração o acolhimento e a solidariedade do povo brasileiro e a ajuda de pessoas e grupos que aqui continuam nos dando voz, apoio e suporte. Este blog cumpriu sua missão no Brasil. Quem pouco pôde fazer, fez muito. Quem muito podia fazer, se omitiu. Algumas das ações ajuizadas no judiciário ainda tramitam, e esperamos que suas decisões nos sejam favoráveis. Já outras, foram arquivadas. Nossos problemas ainda continuam. Queremos apenas viajar à outro país.
Não estamos em queda de braço com as autoridades internacionais ou governamentais brasileiras. Não queremos nenhum privilégio. Não queremos ser um peso para o Brasil, muito menos ingratos. Estamos apenas reivindicando o que nos é de direito. E, o maior deles é expressar nossas insatisfações, dentre as quais a mais amarga é a de que não estam sendo consideradas nossas experiências passadas. Não consideram que, antes da vinda ao Brasil, já tivemos outras experiências de cidadania. E que estas nos marcam profundamente. Mudá-las da noite para o dia, ou mudá-las à força, nos é muito doloroso. E é essa a dor que não queremos mais sentir.


Nossa experiência de cidadania é diferenciada. O protesto é nossa expressão comum. Ser passionais ao limite é como estamos no mundo. Protegermos nossas identidades é nosso dever. Sermos ouvidos diretamente pelas autoridades e discutirmos sobre nossos destinos nos é cotidiano. Assim, pensamos que, o melhor para nós, é resgatarmos nosso modo de ser cidadão árabe, palestino e muçulmano. Para tanto transferimos nossa voz para:






Amamos o Brasil e o povo brasileiro. Obrigado por nos compreenderem. Nossa reivindicação continua.





7 comentários:

Mauro Rodrigues disse...

Dia 20 de junho – Dia Mundial do Refugiado. Nada a comemorar. Tudo a lamentar e denunciar.

Imagine que você é alguém que viu membros da sua família e amigos serem trucidados por bombas e tiros e teve que fugir deixando tudo para trás tentando às pressas salvar o que for possível. Imagine que para todo lugar, onde você vá, na tentativa de se proteger encontre pessoas armadas que te odeiam pelo único motivo de você ter nascido numa terra que eles ambicionam, e por isso querem te matar e aos seus. Imagine que você é uma pessoa pacífica, que condena a violência, as armas, o ódio e o que você mais quer é ver as pessoas vivendo solidariamente e em paz e mesmo assim, você, sua família e seus amigos que pensam como você são caçados como bichos. Imagine que o único lugar que lhe sobrou para alojar o que sobrou da sua família e amigos é um deserto, sob tendas de lona de 10 metros quadrados, em meio a cobras, escorpiões, tempestades de areia, temperaturas extremas para cima durante o dia e para baixo durante a noite e nesse lugar você será obrigado a viver por tempo indefinido, contando apenas com a sorte para que os que querem lhe ver morto não lhe encontrem antes do que alguém que lhe queira ajudar. Agora imagine que após anos nessa agonia da espera, alguém chegue lhe prometendo ajuda, lhe prometendo levar para outro país, distante e seguro de toda a violência que há em sua terra, longe das pessoas que querem te matar, um lugar muito bom de se viver, lhe prometendo, documentos, emprego, oportunidades para reconstruir sua vida, assistência médica e odontológica, aulas do idioma da nova terra que lhe está sendo oferecida. Agora, imagine que depois de toda a tragédia do passado de sua vida e do “paraíso” prometido, nesse “paraíso” você se depara com miséria e todo tipo de dificuldade, sem que todas aquelas promessas de uma nova vida, digna, sejam cumpridas, sejam reais e então, você cai na real de que, aqueles que a prometeram, apenas usaram da sua necessidade extrema, da sua ansiedade, do seu maior sonho, da sua esperança de uma vida melhor, para tirarem proveito próprio, uma oportunidade de ascensão política, talvez.

Essa é a situação em que se encontram hoje os palestinos que foram trazidos como refugiados para o Brasil em setembro e outubro de 2007, sendo 57 para Mogi das Cruzes, de um total de 108. Foram trazidos, sem ter a oportunidade de escolher. Aos que se recusavam a vir porque já previam as dificuldades de adaptação, era dito de forma ameaçadora que então eles seriam entregues ao exército da coalisão norte americana ou às milícias que os queriam ver mortos. Chegando aqui, foram separados em localidades distantes, os que não foram trazidos para Mogi foram levados para o Rio Grande do Sul e Paraná. Todos eles falam a lingua inglesa, além da língua árabe, mas não foram levados para algum país de língua inglesa, mas sim para um país de língua portuguesa, e a ajuda prometida não passaram de promessas.

Neste dia 20 de junho, dia dedicado a lembrar os refugiados, minha maneira de homenagear os refugiados palestinos, com quem tenho convivido e visto o quanto são amáveis, agradecidos, amigos e também vulneráveis, é contando essa verdade que não é dita, não é divulgada.

Que a ACNUR, o governo brasileiro e o Cáritas cumpram, com urgência, com suas promessas de lhes dar todas as condições para que possam reconstruir suas vidas, já que aceitaram recebê-los aqui. Os próximos três meses serão cruciais para eles, visto que termina o prazo de dois anos da ajuda de custo irrisória paga pela ACNUR, através do Cáritas Diocesana.

Mauro Rodrigues de Aguiar
Coletivo Libertário Trinca
P.S.: Não sou palestino, sou um brasileiro que tem acompanhado as dificuldades dos palestinos refugiados em Mogi das Cruzes e as mazelas do Cáritas Diocesana, do governo brasileiro e da ACNUR.

Nathalia disse...

Publiquei um post sobre a questão Palestina para relembrar o problema às pessoas e convidá-las a refletir e conhecer mais a fundo a realidade, a buscarem, a cobrarem. Hoje publiquei um post também referente à situação crítica em Darfur, no Sudão, outra questão que merece nosso olhar, vozes e atitudes, e que já vem se arrastando em 6 anos de genocídio.

V dos R disse...

Hola, querid@s amig@s!

Escribo este mensaje preocupada, pero con esperanza. Para los que no me conocen, trabajé como speechwriter en la presidencia colombiana entre 2001 y 2003, incluyendo la época en que Uribe apoyó la invasión de Irak. Hoy me encuentro en Brasil haciendo un doctorado sobre temas del mundo árabe.

El ex presidente Uribe, desinformado, incluye la defensa palestina del territorio ocupado dentro de la categoría de terrorismo, y por ello, su nombramiento como vicepresidente de la comisión de la ONU que investigará los acontecimientos de la Flotilla en Gaza, compromete la objetividad de la pesquisa.

L@s invito a informarse, compartir y expresar conmigo esta preocupación con tod@s sus amig@s.

Quedo a su disposición, esperanzada y a la espera de su respuesta. Con un gran abrazo,

Paola.


Dear friends:

I write this message concerned but hopeful. For those who do not know me, I’m a Colombian anthropologist, and worked as a speechwriter in the Colombian presidency between 2001 and 2003, including the time when former president Uribe supported the invasion of Iraq. Today I am in Brazil doing a doctorate on themes related to the Arab world.

Former President Uribe, uninformed, includes the defense of the Palestinian occupied territory within the category of terrorism, and therefore his appointment as vice chairman of the UN commission investigating the events in Gaza Flotilla compromises the objectivity of the investigation.

I invite you to learn, share and express this concern with me, with your friends.

Warm embraces,
Paola.

V dos R disse...

Hola, querid@s amig@s!

Escribo este mensaje preocupada, pero con esperanza. Para los que no me conocen, trabajé como speechwriter en la presidencia colombiana entre 2001 y 2003, incluyendo la época en que Uribe apoyó la invasión de Irak. Hoy me encuentro en Brasil haciendo un doctorado sobre temas del mundo árabe.

El ex presidente Uribe, desinformado, incluye la defensa palestina del territorio ocupado dentro de la categoría de terrorismo, y por ello, su nombramiento como vicepresidente de la comisión de la ONU que investigará los acontecimientos de la Flotilla en Gaza, compromete la objetividad de la pesquisa.

L@s invito a informarse, compartir y expresar conmigo esta preocupación con tod@s sus amig@s.

Quedo a su disposición, esperanzada y a la espera de su respuesta. Con un gran abrazo,

Paola.


Dear friends:

I write this message concerned but hopeful. For those who do not know me, I’m a Colombian anthropologist, and worked as a speechwriter in the Colombian presidency between 2001 and 2003, including the time when former president Uribe supported the invasion of Iraq. Today I am in Brazil doing a doctorate on themes related to the Arab world.

Former President Uribe, uninformed, includes the defense of the Palestinian occupied territory within the category of terrorism, and therefore his appointment as vice chairman of the UN commission investigating the events in Gaza Flotilla compromises the objectivity of the investigation.

I invite you to learn, share and express this concern with me, with your friends.

Warm embraces,
Paola.

José Antonio disse...

Bom, o Mauro Rodrigues disse tudo.
Tenho uma célula palestina em meu coração, e as outras a amam.

ROGÉRIO DE MOURA disse...

Na verdade é que muitos de nós não damos a atenção devida em questão de refugiados,principalmente aos palestinos e sírios, porém, se começarmos a observar oque está acontecendo atualmente no Brasil,com olhares de sabedoria,com certeza perceberemos que a mesma intenção politica,racista e ditatorial que assola os países como a Síria,Palestina,Líbia,Iraque,etc,também está prestes a destruir o Brasil e tudo por interesse internacional,influenciado pelas nações que ditam as regras mundiais como os EUA,Inglaterra,Japão,Alemanha,Israel...aqui em São Paulo,o governo paulista já adquiriu alguns veículos blindados de Israel, utilizados para massacrar palestinos..

João Luiz Pereira Tavares disse...

Viva 2016!

Em 2016 houve fato fabuloso sim, apesar de Vanessa Grazziotin falar que não, dessa forma assim:

"O ano de 2016 é, sem dúvida, daqueles que dificilmente será esquecido. Ficará marcado na história pelos acontecimentos negativos ocorridos no Brasil e no mundo. Esse é o sentimento das pessoas", diz Grazziotin.

Mas, por outro lado, nem que seja apenas 1 fato positivo houve sim! É claro! Mesmo que seja, somente e só, um ato notável, de êxito. Extraordinário. Onde a sociedade se mostrou. Divino. Que ficará na história para sempre, para o início de um horizonte progressista do Brasil, na vida cultural, na artística, na esfera política, e na econômica.
Que jamais será esquecido tal nascer dos anos a partir de 2016, apontando para frente. Ano em orientação à alta-cultura. Acontecimento esse verdadeiramente um marco histórico prodigioso. Tal ação acorrida em 2016 ocasionou o triunfo sobre a incompetência. Incrementando sim o Brasil em direção a modernidade, a reformas e mudanças positivas e progressistas. Enfim: admirável.

Qual foi, afinal, essa ação sui-generis?

Tal fato luminoso foi o:

-- «Tchau querida!»*

[(*) a «Coração Valente©» do João Santana; criada, estimulada e consumida. Uma espécie de Danoninho© 'vale por um bifinho'. ATENÇÃO: eu disse Jo-ã-o SAN-TA-NA].


Eis aí um momento progressista, no ano de 2016. Sem PeTê. Chega de po**a-louquice.

A volta de decoro ao Brasil.

Feliz 2017 a todos.